RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

sábado, 23 de abril de 2016

Inscrição para medicina devem ser pagas até hoje

Inscrição para medicina devem ser pagas até hoje (Foto: Divulgaçõa)
Termina hoje o prazo para o pagamento da taxa de inscrição, de R$ 200, do vestibular da Universidade Federal do Pará (UFPA) para o curso de medicina, em Altamira. Dos pedidos de inscrição, 2.403 ainda não foram pagas. “Quem não fizer o pagamento até esta sexta-feira, não entrará na disputa”, explica Arquimimo Almeida, assessor do Centro de Processos Seletivos (Ceps) da UFPA.
(Diário do Pará)

Funai oferta 220 vagas em concurso público

Funai oferta 220 vagas em concurso público (Foto: Divulgação)
Foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (22) o edital do concurso públicoque visa o provimento de 220 vagas na Fundação Nacional do Índio (Concurso Funai 2016).

Do total de vagas a serem ofertadas no concurso, 202 são para o cargo de Indigenista Especializado, 7 para o cargo de Engenheiro, 5 para o cargo de Engenheiro Agrônomo e 6 para Contador. Para concorrer a indigenista é exigido nível superior em qualquer área e, para os demais, formação específica. Há vagas reservadas para candidatos portadores de deficiência e negros.

Os candidatos aprovados e nomeados terão vencimentos iniciais de R$ 6.330,31 mensais, o valor já conta com gratificações e auxílio-refeição, de R$ 373. Serão disponibilizadas vagas nas Unidades descentralizadas da Funai, sediadas em capitais e interiores, preferencialmente nos estados do Pará, Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima.

As inscrições estarão disponíveis no site da Esaf, organizadora, no período compreendido entre 10 horas do dia 02 e 23h59min do dia 16 de maio de 2016. O valor da taxa de inscrição é de R$ 100,00 ou R$ 120,00 e deverá ser pago via boleto em qualquer agência bancária.

Todos os candidatos serão avaliados por prova objetiva e discursiva com aplicação prevista para o dia 07 de agosto de 2016. O prazo de validade do concurso será de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período, de acordo com determinação da FUNAI.

Último concurso da Funai

No último certame da Funai, realizado em 2010, foram oferecidas 200 vagas para indigenistas nos Estados de Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Amapá, Pará, Goiás, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso do Sul, regiões Sul e Sudeste do país, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Região Nordeste em geral, e Brasília.

A organizadora foi o Instituto Cetro e a seleção contou com prova objetiva de 60 questões e redação. Do total de questões, 15 foram de língua portuguesa, 20 de conhecimentos gerais e 25 de conhecimentos específicos.

A parte de conhecimentos gerais incluiu temas de raciocínio lógico quantitativo, noções de informática e administração pública.

Detalhes:

Concurso: Fundação Nacional do Índio (Concurso FUNAI 2016)
Banca organizadora: Escola de Administração Fazendária (ESAF)
Cargos: Indigenista especializado, engenheiro, engenheiro agrônomo e contador
Número de vagas: 220
Remuneração: Acima de 6 mil
Escolaridade: Nível superior
Inscrições: de 2 a 16 de maio de 2016
Prova objetiva: 7 de agosto de 2016

( DOL)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Impeachment já teria 46 votos a favor no Senado

Impeachment já teria 46 votos a favor no Senado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Um levantamento feito pelo jornal 'Estado de S. Paulo' mostrou que o pedido para o impeachment da presidente Dilma Roussef também deve ser aprovado no Senado.
De acordo com a publicação, 46 senadores já se declararam favoráveis em relação à abertura de processo por crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff.
Entre os parlamentares, cinco estão indecisos, 20 são contra e 10 não quiseram responder à repostagem do Estadão.
Para que haja a continuidade do processo, é preciso que, nesta primeira fase, uma maioria simples (metade mais um) dos legisladores presentes vote contra a permanência de Dilma no governo, uma vez alcançado o quórum de 42 senadores na sessão.
(DOL)

quarta-feira, 20 de abril de 2016

“Caititu fora de bando vira comida de onça”, diz Jader sobre saída dos Barbalhos do governo

“Caititu fora de bando vira comida de onça”, diz Jader sobre saída dos Barbalhos do governo Dilma
Coluna Painel, da Folha de S. Paulo, hoje:
O esperado adeus dos ministros peemedebistas Helder Barbalho e Eduardo Braga será um revés para as pretensões do governo de se salvar do impeachment no Senado.
Pai de Helder, o senador Jader Barbalho, até aqui uma das últimas estacas de Dilma Rousseff no partido, assim explicou o recente desembarque a um interlocutor: “caititu fora de bando vira comida de onça”.
Muito próximo de chegar ao poder, o PMDB subverte a aritmética. Mostra que, na divisão, ele soma.
Neste link, leia sobre a saída do amazonense Eduardo Braga do pasta de Minas e Energia.

Leia também – Deputado federal Chapadinha perde o Incra por votar a favor do impeachment.

O dia em que Edir Macedo e Malafaia derrotaram Dilma

Malafaia
Os deputados evangélicos, como mostrou o blog nesta segunda-feira, foram essenciais para a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff. Caso todos os evangélicos tivessem votado com Dilma, o impeachment não prosseguiria para o Senado.

Entre os evangélicos, claro, há divisões. Alguns são mais ligados a suas igrejas, e são representantes diretos de alguma denominação. Os casos mais claros são os do PRB e do PSC. O PRB é o braço político da Universal. O PSC vota pela Assembleia de Deus e pela Igreja do Evangelho Quadrangular.
A Universal, de Edir Macedo, passou mais de dez anos ao lado do petismo, apesar de divergências entre as partes em questões morais, sexuais e principalmente nas causas da comunidade gay. O PRB teve ministros até o último mês, com George Hilton no Turismo.
No entanto, por algum motivo que ainda não ficou claro, Ediar Macedo e seu pessoal romperam com o governo me março. Em abril, o PRB decidiu votar em peso contra o governo. E nesta segunda o partido realmente deu seus 22 votos para o impeachment.
Sozinho, o PRB quase teria peso para mudar a votação. Com os 22 votos do bispo Edir Macedo, Dilma só precisaria de mais quatro. E claro que seria mais fácil consegui-los estando tão perto da meta.
Silas Malafaia, ligado ao PSC, foi uma perda mais antiga do petismo. O pastor, que comandava um partido pequeno até 2010, e cresceu com Ratinho Jr. De lá para cá, rompeu com o PT, que havia ajudado nesta ascensão.
Por essas e por outras, o PT teve de engolir 93% dos votos da bancada evangélica pelo impeachment. Bancada, aliás, que é maior do que qualquer partido na Câmara.
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Lula diz que não há volta caso Senado afaste Dilma temporariamente

 | Paulo Pinto/Agência PT
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, nesta segunda-feira (18), que a presidente Dilma Rousseff (PT) dificilmente voltará ao Palácio do Planalto caso o Senado aprove a abertura do processo de impeachment na Casa.
Essa avaliação foi feita durante reunião com o presidente do PT, Rui Falcão, e representantes de movimentos de esquerda.
É necessária a maioria simples para que o processo de impeachment tenha prosseguimento no Senado. Essa votação deverá ocorrer no início de maio.
Num prazo de até 180 dias depois, os senadores têm que decidir sobre o mérito do pedido de impeachment, cuja aprovação requer dois terços da Casa.
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Nesse interregno, Dilma fica afastada do cargo, que passa às mãos do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Numa reunião realizada no Instituto Lula, o ex-presidente admitiu a dificuldade de Dilma reassumir a Presidência depois que Temer ocupe a cadeira e conquiste o poder de negociação com os senadores.
Lula também avaliou como remotas as chances de impedir o prosseguimento do processo no Senado. Rouco e visivelmente cansado, ainda segundo os aliados, Lula ouviu a opinião dos participantes do encontro.
A reunião teve a participação de Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Gilmar Mauro, líder do Movimento dos Sem Terra (MST), do presidente do PT, Rui Falcão e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, além de presidentes de sindicatos e diretores do Instituto Lula.
“O MTST colocamos a necessidade de construir uma mobilização de forma sistemática contra o golpe”, relata Boulos, segundo quem “Lula mais ouviu do que falou” durante as mais de quatro horas de reunião.
“Foi uma conversa para fazer um balanço do que aconteceu ontem e pensar no que vamos fazer”, afirmou Rui Falcão, na saída do encontro.
A exemplo de Boulos, Gilmar Mauro propôs uma agenda de mobilização, com nova palavra de ordem, para reverter a situação no Congresso. Ele afirma que o desempenho dos deputados na sessão de domingo (17) pode criar uma reação na sociedade. O dirigente do MST disse que, embora não tenha ainda consenso na reunião, sua opinião é de que não existe chance de o governo se sustentar caso se consuma a saída de Dilma.
“Não há nenhuma chance de o governo Temer/Cunha andar. Nenhuma. A população não deixará. Essa é a certeza que eu tenho e a avaliação que eu faço. Não posso dizer que foi uma avaliação da reunião toda, mas muitos concordam. O que vimos ontem em Brasília foi uma aula de cretinice. Acredito que a partir do que os deputados mostraram para o Brasil, muitas mudanças vão acontecer na consciência das pessoas”, completou.
Na reunião, a proposta de antecipação das eleições foi alvo de discussão. A maioria dos participantes lançou dúvidas sobre sua viabilidade.
Na manhã desta terça (19), Lula participará de reunião do diretório nacional do PT para avaliação do cenário. Na quarta-feira, ele prestigiará o ato das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Também na quarta, o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá decidir se ele pode assumir um ministério do governo Dilma.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Governo teria plano para soltar Marcelo Odebrecht, diz delator


19 de abril de 2016
Ex-chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral, Diogo Ferreira afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que o governo prepara um plano para tentar interferir na Operação Lava Jato. As informações são do Estadão. 

Na delação premiada, Diogo afirmou que o governo pretende noemar o desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça. O depoente confessou que Delcídio relatou a ele conversas com a presidente Dilma Roussef, onde ela pedia “compromisso de alinhamento” com o governo a Navarro.

A petista teria citado o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. O empresário foi preso preventivamente pelo juiz Sérgio Moro após uma das últimas fases da Lava Jato. A delação de Ferreira foi feita à Procuradoria Geral da República no último dia 30 de março e homologada pelo ministro Teori Zavascki, do STF.

Diogo entregou ainda mensagens trocadas pelo aplicativo Whatsaap com Marcelo Navarro, feitas a pedido de Delcídio do Amaral. 
“Que a partir daí o Senador Delcídio do Amaral e o Ministro José Eduardo Cardozo passaram a ter contato muito mais frequente; que, em determinado fim de semana, não distante no tempo da reunião que anteriormente narrada, o depoente se encontrou com o Senador Delcídio do Amaral no hotel Golden Tulip, onde este residia, e contou ao depoente haver tido, no mesmo fim de semana, encontro particular com a Presidente Dilma Roussef, a qual lhe pedira, na ocasião, que obtivesse de Marcelo Navarro o compromisso de alinhamento com o governo para libertar determinados réus importantes da Operaçăo Lava Jato; que, segundo o Senador Delcidio do Amaral, a Presidente Dilma Roussef falou expressamente em Marcelo Odebrecht”, diz o depoimento.
Diante da delação de Delcídio do Amaral, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acredita que há a possibilidade de abrir uma investigação a respeito da indicação de Navarro. Caso seja aberta, a presidente Dilma Rousseff pode se tornar um dos alvos do inquérito. 

Foto: Cicero Rodrigues/ World Economic Forum 

Renan não deverá resgatar Dilma de impeachment

Por Brad Haynes e Alonso Soto
MACEIÓ (Reuters) - Dilma Rousseff não é a primeira ocupante da Presidência da República forçada a descobrir na pele a lealdade de Renan Calheiros na iminência de seu possível impeachment.
Quase 25 anos atrás, Renan, atual presidente do Senado e aquele que decidirá a data e o formato da votação e do julgamento do impedimento de Dilma na Casa, teve nas mãos o destino de um conterrâneo do seu Estado natal de Alagoas: o então presidente Fernando Collor.
    Em 1989, Renan era um dos principais conselheiros da vitoriosa campanha presidencial de Collor. Meros três anos depois, suas revelações explosivas a jornalistas e investigadores do Congresso ajudaram a derrubar Collor, então acusado de envolvimento em um escândalo de corrupção.
    No momento em que o processo do impeachment contra Dilma ruma para o Senado, depois de ser aprovado na Câmara dos Deputados com 367 votos favoráveis, mais do que o mínimo necessário, no domingo, a petista e seus apoiadores têm motivos para olhar com temor crescente para Renan, um de seus aliados mais importantes e mais inconsistentes ao longo do último ano.
    Renan tem resistido à ideia de apressar o processo de impeachment de Dilma ao lado de uma ala do PMDB, dando apoio à proposta de novas eleições gerais como solução para a crise.
Essas propostas, no entanto, são distantes e teóricas, ao passo que a decisão que agora está na frente de Renan é urgente. Ele enfrenta intensa pressão dentro de seu próprio partido e da oposição para rapidamente marcar a data para o Senado decidir se aceita ou não o pedido de impeachment da presidente.
O precedente do impeachment de Collor sugere que uma comissão será formada para apresentar uma recomendação sobre se Dilma deve ser julgada que deverá ser votada pelo plenário, possivelmente no início de maio.
Os senadores favoráveis ao impeachment precisam apenas de maioria simples no plenário do Senado para autorizar o julgamento.
Mas se Renan adiar essa votação, pode dar a Dilma um tempo vital para reagrupar, negociar e tentar obter votos de senadores a seu favor.
Pessoas próximas de Renan dizem que seu estilo astuto de realpolitik faz com que ele hesite em revelar seu próprio julgamento diante de um quadro político tão conturbado.
    "O Renan pode decidir a história do país. Isso é exatamente o que ele não quer: ficar marcado como o cara que deu a machadada. Porque se isso der certo, é casuísmo, e se der errado, aí o cara está morto."
    Os assessores do peemedebista não responderam a pedidos de comentário, mas nesta segunda-feira, em entrevista a jornalistas, Renan minimizou seu papel, afirmando que não vai acelerar nem atrasar o processo de impeachment, mas seguirá a lei e a Constituição.
SOBREVIVENTE
Renan, de 60 anos, é de uma estirpe de políticos da velha guarda que entrou na política durante o regime militar e ascendeu após a redemocratização à base de concessões e um instinto de sobrevivência afiado.
    Nascido no interior de Alagoas, o terceiro Estado mais pobre e o mais violento do país, Renan teve uma carreira marcada por mudanças em sua fidelidade.
    Eleito para o Congresso pela primeira vez em 1982, ele logo firmou a reputação de mediador político e se aliou a todos os presidentes brasileiros desde Collor a partir de 1990, mesmo quando a ideologia dentro do Palácio do Planalto guinou para a esquerda nos governos de Dilma e de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva.
    Ele também é conhecido por escapar por pouco de escândalos de corrupção que teriam acabado com políticos menos experimentados.

ILUDIDO!

‘Esse cara esteve comigo hoje. Ele ia votar com a gente’, desabafa Lula sobre Tiririca

"Esse cara esteve comigo hoje [domingo]. Como ele faz isso? Ele ia votar com a gente". O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um desabafo inconformado ao assistir ao voto do deputado Tiririca (PR-SP), favorável à abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
"Senhor presidente, pelo meu país, meu voto é sim", afirmou Tiririca durante a sessão de domingo (17). Há quase seis anos como deputado, essa foi a primeira vez que o ex-humorista fez uso do microfone do plenário da Câmara.
Sentado em uma das salas de reunião do Palácio da Alvorada, Lula disse à presidente Dilma que havia recebido Tiririca na manhã de domingo, no quarto do hotel em que se hospeda em Brasília.
"Ele ia votar com a gente", repetiu Lula. Dilma balançou a cabeça negativamente. Estava consciente das traições.
Assessores presidenciais tentavam mapear os "traidores", não apenas entre deputados do PP, mas também PR, PMDB e outras siglas. Somente PT e PC do B não traíram o governo. Concluiu-se ali que "o vento das ruas" não estava com Dilma e o clima no plenário, favorável ao impedimento da petista, influenciava deputados como Tiririca, que foi ovacionado pela oposição após dizer "sim". Confira o momento do voto:

Laudo da PF mostra pagamento a Lula lançado em contabilidade usada pela AG

Laudo mostra pagamento a Lula lançado em contabilidade usada pela Andrade | Foto: Cristophe Simon / AFP / CP Um laudo da Polícia Federal feito com base na quebra do sigilo fiscal da empreiteira Andrade Gutierrez destaca o pagamento de R$ 3,6 milhões para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre 2011 e 2014. São valores que


"transitaram" por uma conta chamada "overhead" trilhando mesmo percurso do dinheiro que abasteceu empresas investigadas por lavagem de dinheiro de propina alvo da Operação Lava Jato, como firmas ligadas aos operadores financeiros Adir Assad, Fernando "Baiano" Soares, Mário Goes e Julio Gerin Camargo.
"Foram identificados lançamentos contábeis indicativos de pagamentos e doações a empresas e instituições vinculadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no montante de R$ 3.607.347, entre os anos de 2011 e 2014", registra o laudo 10/2016, da PF. "Cumpre destacar que, conforme subseção III.3.5, recursos destinados à LILS transitaram pela conta contábil 'overhead' e realizaram percurso similar ao de empresas que estão sendo investigadas no âmbito da Operação Lava Jato pela prática de lavagem de capitais e/ou pelo recebimento dissimulado de recursos."
Delação premiada
O laudo é de 25 de fevereiro e foi elaborado pelos peritos criminais federais Daniel Paiva Scarparo, Audrey Jones de Souza e Ivan Roberto Ferreira Pinto. Anexado nesta segunda-feira  ao inquérito aberto para apurar envolvido da Andrade Gutierrez no esquema de cartel e corrupção na Petrobras, o documento servirá para a Lava Jato cruzar dados documentais com as declarações dadas pelos executivos da empreiteira, no acordo de delação premiada.
Os repasses a Lula foram incluídos no item "Pagamentos a ex-agentes públicos". Em depoimento prestado nesta semana, na Justiça Federal, no Rio, o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques Azevedo citou o nome do ex-presidente num pedido de apoio em contrato firmado na Venezuela. O executivo negou ter feito pagamento de propinas ao petista. Segundo ele, um porcentual de 1% de contratos foi cobrado por outros interlocutores do PT, entre eles o ex-tesoureiro João Vaccari Neto. Por meio de sua defesa, Vaccari nega.
O que chama atenção dos investigadores da Lava Jato é que os pagamentos feitos para Lula integram a conta contábil "Overhead", alvo de um capítulo específico do laudo. "A análise do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) da Construtora Andrade Gutierrez revelou a existência de uma conta contábil intitulada 'Overhead'", informam os peritos.
"O 'overhead' contempla gastos comuns não alocados diretamente a um produto, ou seja, possui natureza preponderantemente indireta", informa o laudo. "Por possuir natureza de gasto comum e preponderantemente indireto, o 'overhead' é controlado pela unidade central da entidade contábil analisada, ou seja, contempla fatos comuns feitos pela administração central (sede ou matriz, home office overhead) e não vinculados diretamente a um produto específico (contrato de obra), porém atribuíveis indiretamente por meio de rateio em um conjunto de produtos (contrato de obra)."
Os peritos explicam que esse tipo de conta contábil é utilizado na formação de orçamentos de obras "onde se calcula a taxa de administração central a ser embutida nos orçamentos das construtoras".
"A partir dos gastos da sede para manter as atividades de direção geral da empresa (área técnica, administrativa, financeira, contábil etc), busca-se inserir nos orçamentos das obras (geradores de receitas) as parcelas relativas a estes gastos de administração central sob a forma de rateio proporcional ao porte de cada obra/contrato, seja proporcional ao faturamento, seja proporcional ao custo estimado de cada item".
Mesmo controle
A partir da explicação, os peritos da PF informam que constataram nas análises que "a Andrade Gutierrez registrou e controlou na conta "Overhead", parte dos pagamentos realizados às empresas investigadas por terem realizado operações de lavagem de dinheiro e/ou transferência dissimulada de capitais, bem como doações eleitorais."
São cinco pagamentos para a LILS e quatro doações para o Instituto Lula entre 2011 e 2014. "Da mesma forma, oportuno esclarecer que os pagamentos realizados à empresa LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também transitaram pela conta contábil 'Overhead', indicando que a Andrade Gutierrez tratou tais despesas como gastos indiretos a serem apropriados aos custos das obras."
Os peritos da PF relacionam nesse trecho os pagamentos a Lula aos custos de contratos da Petrobrás. "Todos estes gastos compuseram parcela dos custos de administração central nos contratos de obras realizadas pela empresa revelando, em parte, a forma como tais pagamentos encareceram os cursos de construção e, por consequência, os custos de aquisição por parte dos contratantes de obras como as da Petrobrás."
O documento aponta ainda que o controle sobre tais despesas seriam feitos pela "alta administração". "Sistemática revela ainda que os pagamentos realizados às empresas investigadas foram autorizados pela alta administração da entidade, uma vez que vinculados ao centro de controle de custo 'overhead', e não a um contrato/obra específico, onde tais pagamentos seriam autorizados e realizados pelos gestores de cada contrato/obra."
Ao todo, a PF analisou contratos em que a Andrade Gutierrez participou na Petrobrás que totalizaram R$ 7,2 bilhões - R$ 1,54 bilhão em contratações diretas e R$ 5,6 bilhões por meio de consórcios. São contratos de obras em refinarias como a Replan, em Paulínia (SP), e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Procurado o Instituto Lula ainda não respondeu aos questionamentos. O ex-presidente tem negado, reiteradamente, via assessoria de imprensa, irregularidades nos recebimentos. Ele diz que todos os serviços a empreiteiras alvo da Lava Jato foram por palestras e consultorias efetivamente realizadas.
Os inquéritos que apuram suposto envolvimento de Lula no esquema de corrupção na Petrobrás foram enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) para decisão de a quem compete as investigações, a primeira instância, em Curitiba, ou à Procuradoria Geral da República, em Brasília.
A empreiteira Andrade Gutierrez, procurada pela reportagem via assessoria de imprensa, informou que não iria comentar o documento.
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/

Barcelona pronto para vender Neymar para o Manchester United

Jornal: Barcelona pronto para vender Neymar para o Manchester United
Se tem uma coisa que uma certa é que a vida deNeymar não está tranquila. Além da polêmica sobre o valor real da sua venda e a possível sonegação de impostos, que o acompanham desde a sua chegada a Barcelona, o recente mal desempenho e a vida social do jogador estão gerando críticas extra-campo e isso pode favorecer a saída do brasileiro.
Segundo o tabloide britânico Daily Star, o Barça estaria pronto para aceitar uma proposta do Manchester United para vender o jogador. Os ingleses já se disponibilizaram a pagar a multa rescisória do atleta, que hoje é de 150 milhões de libras (quase 770 milhões de reais).
O período cita outra publicação europeia, o La Vanguardia, da Espanha, que afirmou existir uma “crise blaugrana”, que poderia resultar na saída do craque brasileiro.
“Neymar tem uma agenda social que não dá trégua. Tornou-se um ícone global como a cara de marcas de alcance global. O jogador brasileiro havia conciliado até agora a sua atividade como jogador de futebol e de garoto propaganda sem afetar seu jogo. Até agora”, diz o La Vanguardia.
“Viagens, festas em horários desaconselháveis, gravações de anúncios... Não importa o quão jovem você se sente, um atleta de elite precisa de descanso e isso tem faltado a Neymar em um vestiário no qual as primeiras queixas estão começando a ser ouvidas com a chegada do mau desempenho”, completa.
Os números de Neymar em La Liga
Apesar das críticas e rumores de saída, o desempenho de Neymar na temporada não tem sido ruim, muito pelo contrário. Mas a queda na reta decisiva da temporada, além do protagonismo de Messi e Suárez, deixam o ambiente mais conturbado do que o brasileiro precisava num momento decisivo para a renovação de contrato.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

PROPINA EM CAMPANHA

Empreiteira teria financiado campanha de Dilma em 2014, diz jornal
7 de abril de 2016
A Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do país, fez doações legais às campanhas de Dilma Rousseff (PT) e de seus aliados em 2010 e 2014 utilizando propinas oriundas de obras superfaturadas da Petrobras e do sistema elétrico., publicou o jornal Folha de S. Paulo.
A informação consta da delação premiada do ex-presidente da empresa Otávio Marques de Azevedo e foi sistematizada por ele em uma planilha apresentada à Procuradoria-Geral da República.O ex-presidente e o ex-executivo Flávio Barra detalharam a planilha em depoimentos ocorridos em fevereiro, enquanto negociavam a delação premiada que espera homologação no Supremo Tribunal Federal.É a primeira vez que é descrito por um empresário o esquema revelado pela Operação Lava Jato, de financiamento de partidos por meio de propinas de contratos públicos legalizadas na forma de doação eleitoral.Em 2014, a Andrade Gutierrez doou R$ 20 milhões para o comitê da campanha de Dilma. Na tabela, que inclui também doações em 2010 e 2012, cerca de R$ 10 milhões doados às campanhas de Dilma estão vinculados à participação da empreiteira em contratos de obras públicas, segundo a Folha apurou.
Ver as imagens
Não está claro se o valor endereçado a Dilma foi doado ao comitê ou ao Diretório Nacional do PT.Segundo Azevedo disse a procuradores, a propina que abasteceu a campanha tinha origem em contratos da empreiteira para a execução das obras do Complexo Petroquímico do Rio, a usina nuclear de Angra 3 e a megahidrelétrica de Belo Monte –que estão entre as dez maiores do Programa de Aceleração do Crescimento. Azevedo traçou uma divisão na composição das doações oficiais. Segundo ele, existia a parte dos “compromissos com o governo” por atuar nas obras –isto é, propina– e a parte “republicana”, ou seja, a ação institucional em forma de doação.A tabela também relaciona valores para as campanhas de Dilma em 2010 e para o Diretório Nacional do PT na eleição municipal de 2012. Não há citação à campanha dos adversários tucanos de Dilma.
 ESTÁDIOS DA COPA
Segundo envolvidos na negociação do acordo, os delatores afirmam que até 2008 os valores doados legalmente para PT e outros partidos, como PSDB, eram similares.A delação da Andrade Gutierrez engloba ainda pagamento de propinas relacionadas a obras executadas em estádios da Copa do Mundo de 2014, como Maracanã, Mané Garrincha e Arena Amazonas, e atinge não só o PT mas também o PMDB –informações antecipadas conforme publicou a Folha de S. Paulo em novembro de 2015 .Ao todo, 11 executivos da construtora prestaram depoimentos no Rio, Curitiba e Brasília, que já foram encaminhados para o ministro Teori Zavascki homologar a delação.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Preso ex-prefeito por estupro de adolescentes

Preso ex-prefeito por estupro de adolescentes (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
O pecuarista mineiro Joel da Cruz Santos, 76 anos, ex-prefeito de Taiobeiras, cidade do interior de Minas Gerais, foi preso Polícia Civil do Pará na quinta-feira (31), em Parauapebas, sudeste do Pará. Ele era foragido da Justiça mineira desde outubro do ano passado, quando teve mandado de prisão preventiva decretado por crime de estupro de vulnerável. 
Joel Santos foi condenado pela Justiça de Minas Gerais, em 2010, por ter pago adolescentes para fazer sexo. Joel permanece preso em Parauapebas à disposição da Justiça mineira, para onde será transferido para responder pelo crime. 
Segundo o delegado Gabriel Costa, diretor da Seccional de Parauapebas, a ordem de prisão foi expedida pelo juiz Marcelo Bruno Duarte e Araújo, da 1ª Vara Única da Comarca de Taiobeiras (MG). O pecuarista, que foi prefeito da cidade em três períodos durante mais de 20 anos, foi localizado no interior de sua propriedade, de 530 alqueires, situada na zona rural de Parauapebas. Além dele, segundo informações da Justiça mineira, Rosangela de Paula Cardoso de Oliveira, mãe de duas crianças que teriam sido abusadas pelo ex-prefeito, está com prisão decretada no mesmo processo criminal acusada de aliciar os próprios filhos à prostituição.
O ex-prefeito é acusado de violentar sexualmente adolescentes. Durante as investigações, em outubro do ano passado, a Polícia Civil mineira junto com o Ministério Público de Minas estiveram na então casa do acusado, em Taiobeiras, onde cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do acusado, mas ele não estava na residência.
A prisão preventiva foi decretada depois que o Conselho Tutelar e o Centro de Referência em Assistência Social de Minas Gerais coletaram depoimento de uma criança de dez anos que acusou a própria mãe - Rosangela de Oliveira, de aliciá-la a se prostituir.
O ex-prefeito foi acusado de abusar da criança de dez anos e da irmã dessa criança, de cinco anos, ambas filhas de Rosangela. As vítimas teriam sido levadas para a casa do político, onde teriam sido obrigadas a manter relações sexuais em troca de pagamento.
Outra mulher também foi acusada de fazer parte do esquema e de aliciar duas garotas de 10 e 12 anos à prostituição. Uma das vítimas revelou na época que o político seria um de seus clientes nos programas sexuais.
(Com informações da Polícia Civil)

IIIIHHH LULA, FEDEU! - MEXERAM COM O FALECIDO CELSO DANIEL, CUIDADO!

Esquema pode ter relação com morte de Celso Daniel

Esquema pode ter relação com morte de Celso Daniel (Foto: )O juiz Sergio Moro afirmou que "é possível" que a morte do prefeito Celso Daniel, em 2002, tenha relação com o esquema de corrupção e extorsão na Prefeitura de Santo André (SP), "o que seria ainda mais grave", segundo o magistrado.
A avaliação foi feita na decisão que autorizou a execução da 27ª fase da operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta (1º), e que tem entre os alvos o empresário e dono do "Diário do Grande ABC" Ronan Maria Pinto, além de condenados no esquema de corrupção do mensalão no governo Lula, como o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira e o ex-tesoureiro Delúbio Soares.
Resultado de imagem para CELSO DANIEL
Prefeito Celso Daniel, assassinado misteriosamente
Moro relata que Ronan Maria Pinto foi condenado na Justiça de Santo André por crimes de extorsão e corrupção ativa no esquema de corrupção e extorsão na Prefeitura de Santo André. "É ainda possível que este esquema criminoso tenha alguma relação com o homicídio, em janeiro de 2002, do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, o que é ainda mais grave", afirmou Moro.
"Se confirmado o depoimento de Marcos Valério [operador do mensalão], de que os valores lhe foram destinados em extorsão de dirigentes do PT, a conduta é ainda mais grave, pois, além da ousadia na extorsão de na época autoridades da elevada administração pública, o fato contribuiu para a obstrução da Justiça e completa apuração dos crimes havidos no âmbito da Prefeitura de Santo André", completou.
No documento, o juiz cita que Marcos Valério "declarou uma possível motivação, de que indivíduos do PT estariam sendo vítimas de extorsão da parte de Ronan Maria Pinto" e "citou expressamente como envolvidos" Sílvio Pereira, José Dirceu, o ex-ministro Gilberto Carvalho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o jornalista Breno Altmann.
Moro afirmou que a fala de Marcos Valério "embora deva ser vista com muitas reservas, o fato é que metade do valor do empréstimo foi, pela prova colhida, inclusive documental, destinada a Ronan Maria Pinto".
O referido empréstimo seria de R$ 12 milhões e foi contraído em 2004 pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, cujo destinatário final teria sido o PT.
"Chama a atenção o malabarismo financeiro para viabilizar a transação, tendo o valor transferido do banco Schahin para Ronan Maria Pinto passado por três intermediários (José Carlos Bumlai, Bertin Ltda. e Remar Agenciamento)", disse o juiz, além da elaboração de contratos fraudulentos de mútuo para ocultar a operação, um deles com utilização da empresa 2 S Participações, de Marcos Valério.
Irmão de Celso Daniel, Bruno José Daniel prestou depoimento e relatou que, após o homicídio, lhe foi relatada a existência desse esquema criminoso [Santo André] e que envolvia repasses de parte dos valores da extorsão ao PT.
De acordo com seu relato, o fato lhe teria sido relatado por Gilberto Carvalho e por Miriam Belchior [ex-mulher do prefeito e ex-ministra].
Ele contou aos investigadores que o destinatário dos valores devidos ao PT seria José Dirceu e levantou suspeitas ainda sobre o possível envolvimento de Sergio Gomes da Silva no homicídio do irmão. Declarou não ter conhecimento do envolvimento de Ronan Maria Pinto no episódio ou de extorsão por ele praticada contra o Partido dos Trabalhadores.
(FolhaPress)