Anônimo deixou um novo comentário
sobre a sua postagem "PROMOÇÃO DE SAÚDE EM ITAITUBA ENCONTRA-SE NA
UTI":
Tem um certo assessor do prefeito
de Itaituba que insiste em criticar o Prefeito de Jacareacanga...Talvez esse
fulano deveria saber que há algum tempo atrás, quando a panelinha dele
governava, os pacientes saim de Jacareacanga pra serem atendidos em Itaituba,
fugindo do caos que era o SUS por lá, e que hoje muitas pessoas fazem o caminho
inverso e saem de Itaituba, fugindo do péssimo atendimento prestado por aqui
para serem atendidos pelos excelentes médicos e odontólogos de Jacareacanga...
É como dizia meu velho pai: "macaco que muito olha o rabo do vizinho
esquece do seu..."
_______Remendo RP
Vejam bem a responsabilidade de
uma pessoa moradora de Itaituba que no mínimo
conhece com suficiência a funcionalidade do atendimento nos hospitais
municipais de Itaituba e Jacareacanga.
Infelizmente não pudemos identificar a pessoa que fez o comentário sobre o atendimento de saúde em Jacareacanga.
Entretanto cabe uma resposta a essa pessoa que revela nobreza de caráter em seu
comentário, por estar baseado naquilo
que é verídico e de fácil comprovação.
-Quando a atual administração
iniciou sua gestão no município, até o acervo documental estava extraviado, em
todos os setores de trabalho e entre esses a pasta da saúde, imaginem o
patrimonial que sequer viaturas e macas existiam. Nada havia, tudo fora surrupiado ou
extraviado, com até comprovações documentais que medicamentos foram incinerado às margens da
BR 230, prejudicando imensuravelmente o município que sequer tinha um norte a
ser seguido. Convênios sem prestação de contas, insumos hospitalares inservíveis, espaços
físicos comprometidos, ruindo, motivado pela edificação predial sem o resguardo
das exigências da engenharia competente, as doenças de notificação compulsórias
sem controle e alarmante índice de malária
que assustava e matava.
Como não havia condições de se
retomar um trabalho seguindo a mesma direção, na promoção de saúde dando
prosseguimento no que foi encontrado a
maneira mais fácil foi mesmo começar do zero e hoje se o município não é
excelência na promoção de saúde é porque é parte integrante do Sistema Único de
Saúde que muitas vezes emperra em
burocracias e excessivas cautelas que
engessam o trabalho de se prevenir a doença e promover a saúde. Mas
Jacareacanga, mesmo sem receita própria,
está muito à frente de muitos municípios
do interior paraense conforme depoimentos dos próprios usuários e pessoas de
outros municípios como de Itaituba e Apui do vizinho estado do Amazonas.
Pela aplicação correta e com
proveitos de recursos em investimentos nas áreas de educação e saúde,
(custo/beneficio) Jacareacanga se destaca nacionalmente como o 17º município
entre os paraenses pela FIRJAN reduzindo a nível nacional o indicativo
encontrado quando iniciou a gestão do
atual governo municipal, para a
colocação intermediaria entre os mais de 5.500 municípios da República
Federativa do Brasil que estava próximo do 5.000 lugar na escala de avaliação
da FIRJAN. Trocando em miúdos a promoção de saúde no município que era caso de morte, hoje consegue amparar
até pessoas de outros municípios que procuram o atendimento no Hospital
Municipal de Jacareacanga.
E. N. T. esposo e neto, uma família
procedente de Itaituba encarando a distancia de oito horas para se chegar em Jacareacanga ao descer do
ônibus se dirigiram diretamente ao
hospital para assegurar atendimento, como o que reclamavam não ensejava
emergência, ao serem atendidos no dia seguinte mostraram-se satisfeitos
com o atendimentos desde o trabalho de triagem até o atendimento com o medico.
Ao prepararem-se para o retorno se sentiram surpreso com o bom atendimento e fizeram rápida
comparação com o atendimento em Itaituba que
denunciaram como desumano, enquanto saíam com medicamentos prescritos
no atendimento, finalizaram exagerando que em Itaituba os que não podem comprar medicamentos devem fazer chá da receita
medica ja que alem de não poderem comprar o remedio inexiste para distribuição
gratuita como em Jacareacanga.
Um motorista de nome Baiacú às 8 horas da noite, ao se
aproximar (4 km) de Jacareacanga
subitamente capotou a Kombi que trazia, e duas horas depois do sinistro foi
atendido no hospital, radiografado, medicado e imobilizado com gesso um membro superior.
Elogios ao serviço de saúde no
HMJ foi feito também por duas pessoas
uma procedentes de Santarém e outra de Itaituba, que por distúrbios emocionais
presume-se por ocasião de participarem do concurso publico recém realizado foram prontamente atendidas surpreenderam-se
com a presteza no atendimento que receberam.
A malária que era historicamente
causadora de óbitos na região, hoje o município através de seu trabalho de
combate a endemias, reduziu de forma admirável e surpreendente através de um
trabalho responsável e por uma equipe competente e dedicada. Para se citar um
exemplo dessa drástica redução, nas
Terras Indígenas Sai Cinza e Munduruku onde a responsabilidade pelo combate a
malária é federalizado através da FUNASA ou DSEI, os casos de malária continuam sem controle e crescentes, já na
sede do município e áreas garimpeiras e ribeirinhas o trabalho de endemias da
Secretaria de Saúde da Prefeitura
reduziu em patamar de 80%.
Como reportou-se o leitor em seu
comentário do caminho inverso que hoje existe entre Jacareacanga e Itaituba a questão expõe de forma elogiavel e real o trato com a questão saúde em Jacareacanga, entretanto, preocupa já que a demanda que chega
de Itaituba e Apui podem tornar a
promoção em saúde menos eficiente já que não se tem estrutura para abrigar
todos que procuram apoio em saúde.
Em anos anteriores despesas com
aeronaves era constante para remoção de pacientes para encher Itaituba com uma responsabilidade que era da
gestão municipal de Jacareacanga, hoje com três médicos cirurgiões se
alternando no trabalho, um laboratório
que em tempo recorde apresenta diagnósticos, um corpo técnico constituido de mais de 40 profissionais bem treinados e dedicados, tornou-se raro remoções. Entende o
gestor municipal que fixar na sede do município profissionais competentes e
dedicados torna-se mais barato para o erário público, que remoções emergenciais
frequentes em aeronaves. Mesmo considerando astronômico o preço para contratar
médicos e fixar no município.
Apesar da promoção de saúde
indígena ser federalizada através da Secretaria Especial de Saúde
Indígena/SESAI, a maior demanda atendida no Hospital Municipal são os indígenas
procedentes de seus aldeamentos que por
um ineficiente trabalho prestado pela
Distrito de Saúde Indigena/Tapajós na base, o município tem que arcar com o atendimento e ainda dispor de pagamento para recursos humanos utilizados como microspcopistas. Como disse, a saúde indígena
sofre revés já que a malária que é para ser controlada pelo setor de
endemias da SESAI, esse trabalho sofre descontinuidade por vários fatores, entre
os quais a falta de medicamentos, combustíveis e outros. A promoção de saúde
indígena comandada pela SESAI, é ineficiente, com seus técnicos em
reclames constantes por salários atrasados, falta de alimentação na Casa do Índio
em Jacareacanga, que é mais um amontoado de pessoas que propriamente uma casa
de repouso e recuperação.
Hoje com busca constante de
investimentos feitas pela administração executiva municipal, celebrou-se
entendimentos com a CHTP (Cia. Hidrelétrica
Teles Pires) e encontra-se em fase de conclusão os trabalhos de edificação de
um moderno laboratório de diagnostico e
entomologia devidamente equipado para atender a demanda. Para a execução do Plano de Combate
especificamente a Malária, outros equipamentos estarão chegando e colocados á
disposição da população. Outro convenio foi celebrado com a Prefeitura que
recebeu do projeto Fundo Global, além de
uma pick-up, 15 mil mosquiteiros como medida preventiva contra a malária, computadores, 7 microscópios
ultramodernos além de insumos diversos para a saúde.
Além do Hospital Municipal contar
com amplo centro cirúrgico, a relação entre o Prefeito Municipal Raulien
Queiroz e sua equipe de trabalho com a CHTP o município constrói atualmente um
moderníssimo Centro Cirúrgico com sala
de estabilização, e já com equipamentos modernos em avançado estagio de
aquisição.
Com certeza, justificado pela
dedicação e vontade de um governo em solidificar o estado democrático de
direito na região investindo solidamente em políticos sociais, a promoção de
saúde no alto Tapajós, mesmo com tantas
dificuldades, mesmo com a distancia geográfica que separe o município
dos grandes centros e ainda sem receita própria, seja, se, não modelo,
referencia e exemplo a ser seguido.